Arquivo da categoria ‘Livros’

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A menina que roubava livros

01/01/2010

 

“Quando a Morte conta uma

 história, você deve parar para ler”

 

Esse foi um dos livros mais incríveis que já li. Já li bastante e gostei da maioria. Mas esse é diferente. Por tudo. E acho que merece um espaço no primeiro post do ano.

 

“UMA PEQUENA TEORIA:

As pessoas só observam as cores do dia no começo e no fim, mas, para mim, está muito claro que o dia se funde através de uma multidão de matizes e entonações, a cada momento que pasa. Um só hora pode consistir de milhares de cores diferentes. Amarelos céreos, azuis borrifados de nuvens. Escuridões enevoadas. No meu ramo de atividade, faço questão de notá-las.” (ZUSAK,2007, p.10)

 

Pra começar a história é narrada pela Morte. Exatamente. E isso fica bem claro desde o início. Tudo acontece na Alemanha nazista. Conta a história de uma menina de 10 nos, Liesel Meminger, que apesar da pouca idade, já teve diversos encontros com a narradora da história e desperta a curiosidade desta.

 

Eu li esse livro ao mesmo tempo que minha irmã. Quando terminamos ficamos alguns instantes sem fazer nenhum tipo de comentário. Silêncio completo. É um nó na gargante que não tem como descrever. A história é forte e apesar de ser contada pela Morte é capaz de fazer qualquer pessoa refletir. Todos deveriam ler esse livro pelo menos uma vez na vida.

 

“UMA ÚLTIMA NOTADE SUA NARRADORA:

Os seres humanos me assombram.” (ZUSAK,2007,  p.478)

 

Sem dúvidas, vale muito ler esse livro.

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A Cabana

22/11/2009

Tem certos momentos na vida que você para para refletir, somente refletir. Estou num desses. Não sei sobre exatamento o que estou pensando, são muitas coisas habitando meus pensamentos. Tô até confusa.

Há pouco tempo li um livro chamado A Cabana. Fiquei com ele na cabeça. Demorei muito tempo para ler e mais tempo ainda entretida com toda aquela história.

É uma história completamente surreal, mas que ninguém consegue ser indiferente a ela. Um cara que passa por muitas coisas na vida e, após a Grande Tristeza, se pergunta se Deus é mesmo tão justo.

 

“Há ocasiões em que optamos por acreditar em algo que normalmente seria considerado absolutamente irracional. Isso não significa que seja mesmo irracional, mas certamente não é racional. Talvez exista a supra-racionalidade: a razão além das definições normais dos fatos ou da lógica baseada em dados. Algo que só faz sentido se você puder ver uma imagem maior da realidade. Talvez seja aí que a fé se encaixe.” (YOUNG, 2008, p.61)

 

Eu acredito em Deus, não tenho dúvidas. Mas tem certas coisas que seriam melhores se fossem diferentes. Imagina alguém que faz tudo certo, não deseja mal a ninguém, por que essa pessoa tem que sofrer? Não concordo com vingança, nem mesmo com lição, mas acho que tem gente que merece menos que outros.

É difícil tentar colocar esse tipo de pensamento em palavras.

Voltando ao livro, ele ficou na minha cabeça, mas não que eu acredite que seja possível. Não acho que um dia eu possa encontrar com Deus. Muito menos que ele apareça pra mim como uma senhora que adora cozinhar. A história me surpreendeu por outros motivos. O que é justiça? O que é certo? O que é errado? Por que algumas coisas precisam acontecer com a gente?

Pelo jeito vou continuar com isso na cabeça por muito tempo. Nem sei se um dia vou encontrar as respostas pra tantas perguntas. Só sei que não pretendo lê-lo novamente. Já me causou muitas noites em claro. Prefiro voltar logo a dormir.

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